Os bares de vinhos ou Wine Bars são sensação em diversas partes do mundo e, aqui no Brasil, também já viraram moda. As principais capitais do país já contam com essas casas, onde é possível provar diferentes rótulos de vinhos em taças sem ter de consumir uma garrafa inteira – graças a dispositivos especiais que conservam o sabor e o aroma da bebida durante semanas sem deixar que oxidem.
Uma das mais recentes casas do estilo instalada no Brasil está no Bloco A, da Quadra 101, do Setor Sudoeste de Brasília: a Wine Bar da Adega Baco, e tem como estrela da casa, a máquina holandesa By The Glass, única do país com capacidade de armazenar 16 garrafas, inclusive, em temperaturas diferentes, algo imprescindível para a venda simultânea de tintos, brancos e rosados em taças. A máquina que acaba de chegar a Brasília é a mesma instalada no tradicional bar do Royal Albert Hall, a famosa casa de espetáculos britânica que promove inúmeros shows culturais e esportivos em South Kensington, em Londres. Chique demais, né?
Testando a By the Glass – No pequeno, mas extremamente acolhedor Wine Bar da Baco (e a convite dos proprietários do local), percebi que tudo funciona de modo relativamente simples num estilo self-service, com o cliente fazendo tudo sozinho. Após solicitar ao funcionário da casa um cartão com créditos (mínimo de R$5,00), o passo seguinte é selecionar na máquina uma das 16 opções de vinhos das mais variadas marcas e nacionalidades disponíveis. Existem doses de 30, 75 ou 150 mililitros para serem escolhidas. Os preços variam de R$2,50 a R$120 dependendo do vinho e da quantidade desejada.
Dicas – Uma dica interessante é sempre conferir o valor de cada dosagem do vinho e prestar bastante atenção no botão relativo à dose que vai selecionar para evitar pedidos equivocados. Ao usar a máquina pela primeira vez, também é recomendável pedir uma rápida explicação ao funcionário do local treinado para auxiliar os clientes.
“Na Wine Bar da Adega Baco os vinhos são selecionados a cada quinze dias, sempre contemplando as principais regiões produtoras, com opções para todos os paladares e bolsos”, garante Gilberto Zortea, co-proprietário do local. No momento, todos os vinhos servidos em taça também estão disponíveis em garrafas.
O que bebi – Com um crédito de R$20, que ganhei para testar a máquina, tive a oportunidade de apreciar 30ml do Lutzville Shiraz da África do Sul(R$2,90), 30ml do Tannat argentino Aguma (R$2,50) e 30ml do clássico Brunello de Montalcino da Donatella Cinelli (R$13,50), cuja garrafa custa R$250,00. O Shiraz deixou um pouco a desejar; o Tannat considerei um excelente custoxbenefício e o Brunello…Ah! o Brunello…Queria beber a garrafa inteira!!!!
Vinho premiado – No momento, o vinho mais caro à venda é o premiadíssimo português Dúvida, de António Saramago, cuja dose de 30ml custa R$26,20. Mesmo com o valor da dose relativamente alta, é uma excelente oportunidade para experimentar o vinho, já que a garrafa desse famoso alentejano gira em torno de R$560.
Entradas e mini empratados – Com vinhos tão variados, somente um cardápio especial (elaborado por Adriana Nasser) para acompanhar. No local são servidas pequenas porções quentes e frias. Provei e aprovei o Dueto de queijos ao forno (gorgonzola e bel paese com geleia de frutas do bosque – R$12,00), as bruschettas da foto (R$8,50) e um delicioso fondue de chocolate e pêra ao vinho de sobremesa.